O Junkers J 1 foi um avião monoplano, experimental, que ficou para a história da aviação não só por ter sido o primeiro avião produzido por Hugo Junkers (que fundaria mais tarde a Junkers, um dos maiores fabricantes de aviões da 2ª Guerra Mundial), como por ter sido o primeiro avião militar totalmente de metal, no mundo.
O Junkers J 1 foi fabricado no início da 1ª Guerra Mundial, numa época em que os desenhadores de aviões baseavam em grande parte os seus projetos em estruturas de madeira cobertas de tecido e escoradas com arames. O J 1 rompia completamente com esse conceito e quando apareceu representou um desenvolvimento revolucionário na conceção de aviões já que fazia uso extensivo de metal, tanto na estrutura, como no revestimento da fuselagem. Muito desse mérito deve-se aos trabalhos pioneiros realizados pelo designer aeronáutico Hugo Junkers.
O Junkers J 1 nunca recebeu uma designação oficial, que no caso dos monoplanos era identificada como "A" ou "série E", e era simplesmente conhecido pela designação J 1 atribuída pelo fabricante. Daí que por vezes é confundido com o Junkers J 4, um sesquiplano blindado também de construção metálica, cuja designação estabelecida pela IdFlieg, a autoridade responsável pela inspeção de aviões militares do exército alemão, era de Junkers J.I (utilizando um numeral romano).
O J 1 realizou o seu primeiro voo a 12 de dezembro de 1915, simplesmente 12 anos após os irmãos Wright terem voado, em dezembro de 1903, pela primeira vez o biplano "Flyer I”. No seu breve voo inaugural o J 1, pilotado pelo Leutnant Theodor Mallinckrodt de Flieger-Ersatz-Abteilung atingiu uma altitude de quase 3 metros. Nos voos subsequentes foram alcançadas maiores altitudes e o desempenho geral também aumentou o que levou a que, no final de 1916, fosse assinado um contrato para que Hugo Junkers continuasse a desenvolver o conceito de avião totalmente metálico. Esse desenvolvimento viria a dar origem ao caça monolugar Junkers J 2 que também nunca chegou a entrar em combate.
Acredita-se que o Junkers J 1 não voltou a voar depois de janeiro de 1916. Sobreviveu à 1ª Guerra Mundial e em 1926, foi colocado numa exposição estática no Deutsches Museum, em Munique. Ironicamente em dezembro de 1944, perto do fim da 2ª Guerra Mundial, é destruído durante um bombardeamento estratégico dos Aliados sobre a cidade.
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